SPFC - Histórico

        O São Paulo Futebol Clube (conhecido apenas por São Paulo e cujo acrônimo é SPFC) é uma associação esportiva brasileira. Fundado em 1930 e refundado em 1935 após um breve período de inatividade, é um dos principais clubes esportivos do país e do mundo. É o clube mais bem sucedido do futebol brasileiro, conquistou vinte e dois campeonatos estaduais, seis Campeonatos Brasileiros — além de ser o único a conquistá-lo três vezes seguidas em 2006, 2007 e 2008 —, três Libertadores e três Mundiais.
        De acordo com a empresa Crowe Horwath RCS a marca do clube é a terceira de maior valor no Brasil, ultrapassando os 550 milhões de reais e ficando muito próximo ao Flamengo (com 568 milhões) e ao Corinthians (com 563 milhões). Essa posição foi obtida graças a um incremento de 234% em bilheteria e 93% no marketing, além de possuir o Estádio do Morumbi.
        No âmbito nacional, o São Paulo Futebol Clube só deixa de estar na primeira colocação no ranking da CBF, onde aparece em quinto. Já pelas classificações da revista Placar, Folha de São Paulo e RSSSF ele aparece sempre em primeiro.
       O Tricolor do Morumbi, como é conhecido popularmente, também é um dos maiores clubes do mundo ocupando a sexta colocação segundo a Folha de São Paulo.Pelo ranking da CONMEBOL, o clube é o primeiro entre os brasileiros e o sétimo em toda a América Latina. Já para a IFFHS, órgão de estatística reconhecido pela FIFA e que produz mensalmente um ranking de clubes, o Tricolor Paulista, outro nome pelo qual é conhecido, é o 27.º melhor clube atualmente e o 18.º melhor de todos os tempos, sendo o primeiro entre os clubes brasileiros.
       Em 18 de outubro de 2006 foi sancionada na cidade de São Paulo a lei n.º 14 229 de 11 de outubro do mesmo ano e cujo projeto de lei era de n.º 648 de 2005 onde fica definido que no dia 16 de dezembro de cada ano será comemorado o "Dia Tricolor" homenageando, dessa maneira, a data de refundação do clube.

Fonte: Wikipédia



Estádio Cícero de Pompeu Toledo

           O então presidente Cícero Pompeu de Toledo encabeçou o grupo que era a favor do estádio, com a justificativa de que o clube não poderia apenas ganhar títulos, precisava também crescer patrimonialmente. Havia muitas pessoas, até de dentro do próprio clube, contra a construção. Diziam que seria uma loucura que poderia prejudicar muito as finanças do clube, pois o projeto não visava apenas à construção de um grande estádio, mas sim do maior estádio particular do mundo.
           A ideia original era construir o estádio no próprio terreno do Canindé, mas com a construção da Marginal Tietê dois terços do terreno — cerca de 20 mil metros quadrados — foram desapropriados pela prefeitura, e a construção de um estádio no local foi então descartada. Com esse primeiro contratempo, Luís Campos Aranha disse a Pompeu de Toledo que sabia quem poderia arrumar o clube para que o estádio fosse construído. Esse alguém era Laudo Natel, diretor financeiro do Bradesco e são-paulino. Para conseguir um empréstimo junto ao banco, o São Paulo precisava sanar suas dívidas. Para tal, Natel sugeriu a venda do único patrimônio do clube, o Canindé. O campo de treinamento foi então vendido a Wadih Sadi, conselheiro do clube, com a condição que o clube pudesse continuar treinando por lá até que tivesse outro local.
           Com as dívidas sanadas e o empréstimo engatilhado, o clube partiu atrás de um local que atendesse às exigências, sendo logo escolhido um terreno alagado no bairro do Ibirapuera, onde hoje se localiza o Parque Ibirapuera. O prefeito Armando de Arruda Pereira deu sinal verde para o uso do terreno e enviou oficio à Câmara dos Vereadores para a oficialização. Mas Jânio Quadros, presidente da Câmara, se opôs e vetou o projeto. A solução encontrada foi edificar o estádio longe do centro da cidade, em um local à época conhecido como Jardim Leonor e que depois se transformaria no bairro do Morumbi. O local, desabitado e sem infraestrutura, estava sendo loteado pela imobiliária Aricanduva e em dezembro de 1951 o São Paulo, por meio de Luís Aranha, conseguiu que a imobiliária destinasse ao clube uma área que antes serviria para parques e jardins. Com isso, o clube recebeu uma doação da imobiliária em 4 de agosto de 1952, em troca da compra de parte do terreno. A prefeitura foi mediadora do processo e impôs certas condições à construção. Já em 15 de agosto a pedra fundamental foi abençoada pelo Monsenhor Bastos, e a escritura de posse, assinada por Pompeu de Toledo. Ainda no mesmo dia foi formada uma comissão pró-estádio, presidida por Cícero Pompeu de Toledo, independente da direção do clube e que se ocuparia somente com o estádio.
            Antes até de ser escolhido o projeto, as cadeiras cativas já começavam a ser vendidas pelo goleiro José Poy por sua vontade, uma vez que a diretoria almejava apenas usar sua imagem. Poy foi muito bem sucedido, pois, das 12 mil cativas colocadas à venda, conseguiu vender 8 mil.
           Muitos projetos foram apresentados à comissão, inclusive um de uma construtora soviética chamada Antonov & Solnnerkevic, que previa uma cobertura transparente e removível em todo o estádio. Mas o projeto escolhido foi o de João Batista Vilanova Artigas, conceituado arquiteto da Escola Paulista, principalmente por possuir capacidade para 150 mil pessoas. Já em 1953 a obra teve seu início com o estanqueamento do terreno, a construção de galerias e o escoamento do campo.
             Faltava agora o nome para o estádio, pensou-se em "9 de Julho", em homenagem à Revolução Constitucionalista de 1932, e até em "Paulistão", mas em 1957 Cícero Pompeu de Toledo adoeceu e afastou-se do cargo. Pressentindo que ele não duraria muito, conselheiros reuniram assinaturas para que o nome fosse o do idealizador e maior motivador da obra, estádio Cícero Pompeu de Toledo. Em 1958 Cícero faleceu, mas já com a ciência de que seu sonho seria realizado. Com a morte de Pompeu de Toledo, uma nova comissão foi formada, dessa vez encabeçada por Laudo Natel. Com isso, a construção foi conduzida de maneira firme e passando por cima de dificuldades incríveis, pois nada do que entrou para a construção foi cedido por qualquer poder público.
           O clube não possuía mais dinheiro para a construção, e uma solução foi inaugurar o estádio antes de terminado, para que pudesse arrecadar com público e também com aluguel para outros clubes. Assim, ao dia 2 de outubro de 1960, sob os olhares de 64 748 pessoas, o estádio Cícero Pompeu de Toledo foi inaugurado em um jogo contra o Sporting, de Portugal.
           Com o estádio em condições de receber jogos, o clube partiu novamente atrás de maneiras de conseguir mais dinheiro para sua conclusão. Conseguiu por vários meios, entre eles o Carnê Paulistão, uma espécie de bingo, criado pelo apresentador e torcedor do clube Hélio Setti, da Rede Excelsior de televisão. Ele sorteava prêmios pela televisão às pessoas que estivessem em dia com o pagamento dos carnês, num sistema parecido com o atual Baú da Felicidade. Outras fontes utilizadas foram parcerias, permutas comerciais e empréstimos financeiros, além da venda dos títulos patrimoniais e sociais que serviram para alavancar verba para a finalização do estádio e para a construção da parte social. Já quase no final da obra a prefeitura da capital propôs que se fizesse uma troca do novo estádio pelo estádio do Pacaembu, ao que Laudo Natel prontamente respondeu que "o sonho do são-paulino não cabe no estádio do Pacaembu".

Fonte: Wikipedia